Vamos fingir que eu não estou atrasada com os Favoritos do Mês? Eu ouvi um sim, muito obrigada! 😝
Estou tentando me ajeitar com o blog aos poucos, enquanto dou meus passos de formiguinha para realizar meus objetivos e projetos antes do ano fechar. Se der tudo certo - e tomara que sim -, ainda teremos mais um "Favoritos do Mês" para junho e uma tag bacanuda respondida nos próximos dias! 💙

Sente o funk? E esse vocal incrível, o que dizer? É esse o toque especial da banda BRADIO, que acabei conhecendo depois daquela maratona de uma noite só do anime "Death Parade", já que é deles o tema de abertura, "Flyers". Geralmente, eles fazem músicas animadas, então "Gift" foi uma grande surpresa e, porque não, um baita presente. Olha esse refrão:
E é só o refrão, hein? Toda a letra é linda demais! Meus olhos marejaram na primeira vez que ouvi - e confesso que ainda dá um pequeno arrepio toda vez que deixo tocar -, porque a música conversa bem com essa fase em que estou: são as palavras de um filho já crescido, muito grato por todo amor e carinho de seus pais...
Nos últimos tempos, tenho procurado por mangás yaoi que me surpreendam, mas não queria abrir mão de histórias que me façam soltar um "own... 💙", sabe. Confesso que não tinha grandes expectativas quando escolhi este título, mas não é que o tiro no escuro acertou bem no alvo? Dá-lhe sinopse:
E aí, qual é a surpresa num plot desses? São as reações mais que naturais dos dois lados, coisa rara de ser bem desenvolvida, além de nos deixar inquietos com o final do primeiro volume! Os dois volumes deste mangá já foram traduzidos em inglês pelo grupo do amor Girls' Generation Scanlations e você pode começar a ler online clicando aqui. 😉
Eu sou a louca do pinhão, gente! Quando começa a pipocar notícia de que a colheita está prestes a ser liberada, parece acontecer o estouro da boiada dentro de mim: cadê o pinhão, cadê o pinhão?! É que eu espero o ano todo por este momento, então fica difícil segurar a ansiedade! Desta vez, tive a sorte de conseguir um bom punhado por um preço camarada, então pude me empanturrar bastante - acho que comi três porções cozidas bem cheias!
Só que teve um episódio desagradável inédito, quando uma lasca da casca se enfiou na minha gengiva e foi uma novela tentar achar o melhor instrumento para tirar aquela infeliz. Ah, eu já estou bem, mas aquilo me assustou um pouco e, na próxima temporada, vou parar de descascar com os dentes e usar a faca mesmo... 😢
Esquece Sanji, esquece Law... É oficial: meu crush de One Piece hoje é o lindo do Sabo. Esse ex-finado mal aparece e já rouba toda cena, sendo "apenas" o segundo na linha de frente do Exército Revolucionário, ostentando habilidades incríveis e herdando a vontade de Ace de zelar pelo seu irmão Luffy. Ah, e a reunião desses dois em Dressrosa, como não amar?!
Claro que queria saber mais sobre esses anos todos em que ele foi dado como morto e o porquê de não ter aparecido na batalha de Marine Ford, por isso veio super a calhar o lançamento de Episode of Sabo - além de, claro, ter bastante tempo para apreciar o crush com calma, ai ai. 💙
Por mais que seja uma zero esquerda na cozinha, acompanho um ou outro reality show de culinária. Talvez eu vá contra a maré quando digo que não gosto de MasterChef, mas tem dois que vejo direto: "Worst Cooks in America" - traduzido aqui como "A Batalha dos Piores Cozinheiros" e exibido no GNT - e "Bake Off" da BBC.
Com o que eu já disse, dá para imaginar porque eu vejo o primeiro, né? Consigo me projetar ali, competindo com aquela galera e me fazendo as mesmas perguntas deles - por que fritar assim? Para que fazer isso? Que nojo de pegar esse frango! Já os competidores do Bake Off são gente como a gente, mas entusiastas da confeitaria. Me identifico com a vontade de fazer coisas diferentes a partir de um clássico, ou com as inseguranças e desastres que podem fazer um bolo ou uma torta simples desandarem... ¯\_(ツ)_/¯
Na minha opinião, esta segunda temporada do Bake Off Brasil tem competidores mais fracos do que na primeira, mas sinto que eles são bem mais unidos e solidários. Acho que isso acaba prejudicando um pouco a performance, mas ainda é legal eles se ajudarem bastante, então vamos ver o que acontece até o final da competição.
Ah, tem episódio novo todo sábado, às 21:30h, no SBT, ou às 20:30h das terças-feiras, no Discovery Home & Health. Aqueles que já foram exibidos estão todos no canal oficial do YouTube.
Estou tentando me ajeitar com o blog aos poucos, enquanto dou meus passos de formiguinha para realizar meus objetivos e projetos antes do ano fechar. Se der tudo certo - e tomara que sim -, ainda teremos mais um "Favoritos do Mês" para junho e uma tag bacanuda respondida nos próximos dias! 💙

1. Gift, do BRADIO
Sente o funk? E esse vocal incrível, o que dizer? É esse o toque especial da banda BRADIO, que acabei conhecendo depois daquela maratona de uma noite só do anime "Death Parade", já que é deles o tema de abertura, "Flyers". Geralmente, eles fazem músicas animadas, então "Gift" foi uma grande surpresa e, porque não, um baita presente. Olha esse refrão:
Para que toda vez que eu olhe para trás
Eu não espere que você esteja sempre ali
Com seu amor, você me fez capaz de estar em pé forte hoje
Tem muitas coisas que fico envergonhado de lhe dizer, mas
Ah, é dessa forma que sei que sou amado
E é só o refrão, hein? Toda a letra é linda demais! Meus olhos marejaram na primeira vez que ouvi - e confesso que ainda dá um pequeno arrepio toda vez que deixo tocar -, porque a música conversa bem com essa fase em que estou: são as palavras de um filho já crescido, muito grato por todo amor e carinho de seus pais...
2. Sayonara, itoshii no My Friend, de Enzou
Nos últimos tempos, tenho procurado por mangás yaoi que me surpreendam, mas não queria abrir mão de histórias que me façam soltar um "own... 💙", sabe. Confesso que não tinha grandes expectativas quando escolhi este título, mas não é que o tiro no escuro acertou bem no alvo? Dá-lhe sinopse:
Boa pinta e gentil, Tatsuo é um maquiador que trabalha para um fotógrafo de moda. Sua popularidade entre as colegas de trabalho, porém, foi abalada com a chegada de Haga, o novo cabeleireiro da equipe. Era difícil para Tatsuo entender porque elas estavam a seus pés quando Haga, embora bonito, parecia ser frio e indiferente com todos...
Um dia, Tatsuo se depara com uma situação inusitada: uma das modelos sai correndo da sala de Haga, claramente transtornada, o que faz o maquiador interceder, preocupado com os trabalhos e o bem-estar da equipe. Contudo, conversando, ele percebe que o cabeleireiro não sabe como lidar com as pessoas e mais, nunca teve amigos. Como Tatsuo é do tipo que não consegue ficar de braços cruzados, ele propõe ser o primeiro amigo de Haga, mesmo que a contragosto do rapaz.
Com o tempo, eles começam a formar laços de amizade e Haga fica mais sociável, mas... O que é essa ansiedade toda que Tatsuo sente ao ficarem juntos?
E aí, qual é a surpresa num plot desses? São as reações mais que naturais dos dois lados, coisa rara de ser bem desenvolvida, além de nos deixar inquietos com o final do primeiro volume! Os dois volumes deste mangá já foram traduzidos em inglês pelo grupo do amor Girls' Generation Scanlations e você pode começar a ler online clicando aqui. 😉
3. Pinhão, apenas ♥
Eu sou a louca do pinhão, gente! Quando começa a pipocar notícia de que a colheita está prestes a ser liberada, parece acontecer o estouro da boiada dentro de mim: cadê o pinhão, cadê o pinhão?! É que eu espero o ano todo por este momento, então fica difícil segurar a ansiedade! Desta vez, tive a sorte de conseguir um bom punhado por um preço camarada, então pude me empanturrar bastante - acho que comi três porções cozidas bem cheias!
Só que teve um episódio desagradável inédito, quando uma lasca da casca se enfiou na minha gengiva e foi uma novela tentar achar o melhor instrumento para tirar aquela infeliz. Ah, eu já estou bem, mas aquilo me assustou um pouco e, na próxima temporada, vou parar de descascar com os dentes e usar a faca mesmo... 😢
4. Episode of Sabo, de One Piece
Esquece Sanji, esquece Law... É oficial: meu crush de One Piece hoje é o lindo do Sabo. Esse ex-finado mal aparece e já rouba toda cena, sendo "apenas" o segundo na linha de frente do Exército Revolucionário, ostentando habilidades incríveis e herdando a vontade de Ace de zelar pelo seu irmão Luffy. Ah, e a reunião desses dois em Dressrosa, como não amar?!
Claro que queria saber mais sobre esses anos todos em que ele foi dado como morto e o porquê de não ter aparecido na batalha de Marine Ford, por isso veio super a calhar o lançamento de Episode of Sabo - além de, claro, ter bastante tempo para apreciar o crush com calma, ai ai. 💙
5. Bake Off Brasil, segunda temporada
Por mais que seja uma zero esquerda na cozinha, acompanho um ou outro reality show de culinária. Talvez eu vá contra a maré quando digo que não gosto de MasterChef, mas tem dois que vejo direto: "Worst Cooks in America" - traduzido aqui como "A Batalha dos Piores Cozinheiros" e exibido no GNT - e "Bake Off" da BBC.
Com o que eu já disse, dá para imaginar porque eu vejo o primeiro, né? Consigo me projetar ali, competindo com aquela galera e me fazendo as mesmas perguntas deles - por que fritar assim? Para que fazer isso? Que nojo de pegar esse frango! Já os competidores do Bake Off são gente como a gente, mas entusiastas da confeitaria. Me identifico com a vontade de fazer coisas diferentes a partir de um clássico, ou com as inseguranças e desastres que podem fazer um bolo ou uma torta simples desandarem... ¯\_(ツ)_/¯
Na minha opinião, esta segunda temporada do Bake Off Brasil tem competidores mais fracos do que na primeira, mas sinto que eles são bem mais unidos e solidários. Acho que isso acaba prejudicando um pouco a performance, mas ainda é legal eles se ajudarem bastante, então vamos ver o que acontece até o final da competição.
Ah, tem episódio novo todo sábado, às 21:30h, no SBT, ou às 20:30h das terças-feiras, no Discovery Home & Health. Aqueles que já foram exibidos estão todos no canal oficial do YouTube.
Extra: sente só o que é o Worst Cooks in America...
Bem vindo, julho! É com um pouco de culpa presa na garganta que recebo este mês, pensando que já estou correndo o segundo semestre deste ano, mas sem atingir grandes realizações até o momento... Mas é como dizem, as batalhas estão aí e a guerra não acabou, não é mesmo?
E foi na intenção de sacudir um pouco a poeira e sair desse baixo astral que troquei o visu do blog - ainda faltam algumas coisinhas - e também do checklist dos BL Drama CDs! O que acham? Não, sério, se puderem opinar, agradeceria muito!
É verdade que as capas ficaram pequeninas, mas gosto muito do fato de poder mostrar direitinho as datas dos lançamentos, num formato mais compacto. Ainda não sei se vou conseguir lidar bem com meses cheios de lançamentos, como foi junho, mas até lá, podemos estudar melhor...

"Oxi, o que TEN COUNT está fazendo aqui?" - Ah, eu sei que coloquei o título lá na checklist de junho, mas não tem erro não: é que postergaram o lançamento no final do mês passado, por isso ele está entre nós hoje e no trono de Destaque do Mês!
E foi na intenção de sacudir um pouco a poeira e sair desse baixo astral que troquei o visu do blog - ainda faltam algumas coisinhas - e também do checklist dos BL Drama CDs! O que acham? Não, sério, se puderem opinar, agradeceria muito!
É verdade que as capas ficaram pequeninas, mas gosto muito do fato de poder mostrar direitinho as datas dos lançamentos, num formato mais compacto. Ainda não sei se vou conseguir lidar bem com meses cheios de lançamentos, como foi junho, mas até lá, podemos estudar melhor...

Destaque do Mês
"Oxi, o que TEN COUNT está fazendo aqui?" - Ah, eu sei que coloquei o título lá na checklist de junho, mas não tem erro não: é que postergaram o lançamento no final do mês passado, por isso ele está entre nós hoje e no trono de Destaque do Mês!
O começo do Volume 4 dá continuidade ao ato iniciado no Volume 3. Retomando os últimos capítulos, Shirotani (CV: Tachibana Shinnosuke) e Kurose (CV: Maeno Tomoaki) estavam se encontrando para o que o secretário ainda considerava como parte do tratamento da sua misofobia. É bem verdade que programas comuns para as demais pessoas possam se tornar grandes desafios para quem tem essa aversão a sujeira, germes e afins, mas ir ao aquário ou assistir a um filme parecem atividades que unem o útil ao agradável para Kurose.
Num desses encontros, Shirotani vai ao apartamento de Kurose para ver um filme, mas começa a ser acariciado pelo anfitrião. E ele não para por aí, propondo o uso de um brinquedo (é um plug, OMG) para que avancem um pouco mais e o secretário entenda como seria uma relação própria entre os dois. Logo em seguida, Shirotani fica muito assustado e confuso, tanto com a confissão (creepy) de amor de Kurose - eu quero te deixar tão pervertido quanto eu -, quanto com o que sentiu sendo tocado.
Com essa confusão, voltamos no tempo para conhecer as origens da misofobia de Shirotani, resultado de um episódio traumático da sua infância...
Referências
Seme | Kurose Riku (CV: Maeno Tomoaki)
Yukina Kou (Sekai-ichi
Hatsukoi), Camus (Uta no Prince-sama), Natsume (Brothers Conflict);
Uke | Shirotani Tadaomi (CV: Tachibana Shinnosuke)
Tomoe (Kamisama Hajimemashita), Yoshino Chiaki (Sekai-ichi Hatsukoi), Naoki (Tight-rope OVA).
Confira também

Junho é mês da imigração japonesa no Brasil desde 2005, mas, neste ano, passei a ter uma impressão diferente desse marco. Mesmo sendo o fruto de uma japonesa pimentinha e um brasileiro capricorniano, nunca cheguei a questionar qual era a real história por trás do texto ensaiado dos livros didáticos do Ensino Médio...
Quero dizer, por que um povo tão orgulhoso de sua história e de sua cultura passaria por uma viagem mega longa e precária de navio para chegar ao Brasil? Apenas pela promessa fajuta de riqueza rápida? E foi todo esse "paz e amor" quando chegaram? Com essas perguntas, comecei uma pesquisa rápida sobre a imigração.
Esse é um resumo muito resumido do que encontrei e tentei ser o menos chata possível na hora de escrever. Não tem nada inventado - tanto é que listei fontes lá embaixo para quem quiser dar uma olhada e se aprofundar também -, mas, no caso de aparecer um louquinho da cabeça, fica o recado do coração: pelamordasuavidaacadêmica, não use esse post como referência científica mas nunca, flw?

1. Por que os japoneses vieram?
Perguntinha básica que não tem uma resposta tão básica, pois é preciso entender como o Japão estava no final do Século XIX: estamos no meio da famosa Restauração Meiji (1867-1902,
Não bastasse essa brusca substituição da mão de obra, os pequenos produtores não poderiam mais honrar seus impostos com subsídios, apenas em dinheiro. Sem condições de pagar dessa forma, eles perdiam suas terras e seguiam por dois caminhos: trabalhar na propriedade, agora pertencente ao governo, para continuar morando ali, ou se mudar para os centros urbanos e incluir-se nas camadas mais pobres da sociedade.
Não demorou muito e os centros urbanos ficaram super populosos e insustentáveis. Além disso, os cofres públicos estavam secando com os investimentos nas guerras contra a China e a Rússia. Sem alternativa, o Japão deixou de penalizar a saída de conterrâneos do país (sim, era crime) e procurou fechar acordos para mandar gente a outros países e, assim, desafogar as cidades, bem como investiu em propagandas para convencê-los a buscarem essas "oportunidades". O primeiro país a recebê-los foi Estados Unidos, e aí você entende o por quê da concentração de japoneses no Havaí e na Califórnia; depois foi o Peru e então foi a vez do Brasil - mas essa nunca foi a primeira opção.
2. E por que o Brasil os queria?
Não fazia muito tempo que o Brasil tinha declarado a abolição da escravatura negra, então havia uma grande necessidade de mão de obra para trabalhar nas plantações de café. Até então, a política imigratória estava focada nos povos de origem europeia, principalmente alemães e italianos, mas eles não ficavam muito tempo nas fazendas em que chegavam, sempre procurando por melhores oportunidades; acabavam, então, trabalhando como parceiros ou contratistas.
As tratativas entre o Brasil e o Japão duraram cerca de vinte anos, marcados pelo grande receio de receber povos amarelos e até a dispensa por parte do governo brasileiro, devido a uma baixa sofrida no mercado de café. Contudo, com a proibição da Itália de mandar imigrantes para cá, em 1902, as negociações voltaram para valer, culminando naquela famosa passagem dos primeiros japoneses chegando ao Porto de Santos no Kasato Maru, em 1908.

3. Como os japoneses foram recebidos?
Falei que houve um grande receio do governo brasileiro, certo? Pois é, provavelmente não foi nessa época que o Brasil ganhou o título de "país acolhedor" - pelo menos, não o foi com os japoneses.
Para ter uma noção, no Brasil Império havia um decreto que proibia expressamente a vinda de povos de origem africana e asiática. A eugenia racial era um movimento tão forte na época que era perceptível em diversos setores, inclusive a política imigratória. Com a entrada mais que bem vinda de gente de origem europeia, pensava-se na sua progressiva miscigenação com o sangue latino, alcançando um status "superior"; misturar essa herança com negros e amarelos seria um "dano irreversível" a esse interesse maior - era o que se pregava.
Com a República, levantou-se a cancela para a entrada de chineses e japoneses, mas isso não quer dizer que a ideia da eugenia racial foi afastada - sério, umas cartas dos embaixadores brasileiros da época são de dar nojo. Uma vez nas plantações cafeeiras, a relação entre os japoneses e os fazendeiros brasileiros foi difícil, ora pela desilusão da promessa de riqueza rápida, ora pelas barreiras culturais e linguísticas. Cheguei a ler relatos em que se olhava com desconfiança e desdém seus hábitos "alienígenas", seja porque dormiam no chão ou porque ambos os sexos se banhavam juntos, em local público.
As coisas pioraram muito para os imigrantes com o estouro da Segunda Guerra Mundial, já que a Itália, a Alemanha e o Japão - surpresa - eram as potências do Eixo. No caso dos recém-chegados japoneses, a concentração em colônias e a dificuldade de assimilação social geraram muita desconfiança até do governo, que fechou a imprensa escrita em japonês, proibiu que tivessem acesso a informações sobre a guerra e organizou operações para desconcentrar certas regiões, como a Liberdade em São Paulo, expulsando famílias de suas casas.
4. Vinda proibida pela Constituição?
É, passamos por esse sufoco! Vamos ao contexto: a Segunda Guerra recém tinha acabado e os imigrantes eram ainda mais discriminados com a derrota do Japão. Como ainda não tinham acesso às notícias vindas diretamente do seu país, alguns japoneses do interior de São Paulo não aceitaram a ideia de que seu Imperador tinha perdido a guerra e condenaram à morte aqueles que assim acreditaram; o grupo autointitulado Shindo Renmei ("Liga do Caminho dos Súditos") foi responsável por 23 mortes e ferir quase 150 pessoas.
As notícias sobre o Shindo Renmei, com certeza, contribuíram para a posição social e política já antinipônica, mas o que chegou às discussões da Assembleia Nacional Constituinte de 1946 foi mais uma vez os discursos em prol da eugenia racial. Foi proposta a proibição da vinda de qualquer japonês sob qualquer circunstância, tendo em vista a necessidade de preservar as características de ascendência europeia na composição étnica da população. Como foi o placar? 50/50, pessoal! É, precisou de um voto de minerva do Presidente da sessão para vetar esse absurdo...

5. Eita! E como os japoneses foram "aceitos"?
Sabe aquela frase, enquanto você está dormindo, tem um japa estudando? Eu não gosto muito de ouvir essa brincadeira, mas talvez seja hora de rever isso, por ter se tornado um "senso comum" que ajudou a comunidade japonesa a conquistar seu espaço na sociedade brasileira.
Dá para se dizer que essa aceitação é bem recente, pois começou lá por 1960, quando muitas famílias japonesas saíram do campo para se fixar nos centros urbanos, principalmente de São Paulo e do Paraná. Os ramos em que passaram a atuar foram prestação de serviços e comércio de hortifrutigranjeiros, este com familiares que ficaram no campo como seus fornecedores diretos.
Enquanto os primogênitos ajudavam a cuidar dos negócios da família com os pais, tal qual a tradição mandava, aos irmãos mais novos cabia frequentar a escola e conquistar seu espaço na sociedade; era um investimento muito mais palpável do que sonhar com o retorno ao Japão naquela época. Muitos jovens escolhiam cursar áreas de Exatas por não ter de enfrentar problemas com o idioma, mas outros tantos foram estimulados a cursar Medicina e Direito em busca do prestígio social. Não demorou muito e já tinha muito japa se destacando em instituições renomadas, como a USP, a FGV e até o ITA.
De resto, com base numa pesquisa não oficial feita à época do início da chegada dos japoneses ao Brasil, dá para se dizer que, por mais que torcessem os narizes, os brasileiros sempre foram fascinados pela cultura (e disciplina) oriental. Assim sendo, a promoção de eventos culturais pelas colônias japonesas teve uma grande colaboração para se abrir o diálogo e a cabeça de ambas as partes para uma convivência muito mais harmoniosa e agradável.

Extra! Extra!
Se você tem parentes que emigraram, seja do Japão ou de outros países, para o Brasil, talvez seja possível encontrar o registro de imigração deles no site Family Search, um grande banco de dados digital com registros não apenas brasileiros, mas de vários lugares do mundo.
E não é propaganda nem balela, viu, gente? Eu fui atrás e encontrei os registros digitalizados da minha baa-chan e do meu jii-chan direitinho por lá, com fotos deles novinhos, inclusive! ♥ Vale muito a pena conferir de curioso mesmo e até resgatar alguns documentos da sua família, por que não, né? ;)
Deu a louca na chefia, gente - olha o catatau de BLCDs que vai sair em junho?! Sério, é nessas horas que penso que não queria estar no Japão de bolso apertado, porque sofreria muuuuuito diante de tanta oferta junta... Ah, e esse tantão aí me fez até duvidar da minha escolha de destaque do mês nos 45 do segundo tempo, porque tem umas coisas aí no meio que me deixaram curiosa, mas... É, no final, "não teve golpe"! :P
Antes de falar sobre ele, eu só queria esclarecer uma coisinha, já preparada para as pedras: sei que Yarichin Bitch-bu está fazendo um sucesso danado por aí e deve ser maravilhoso saber que fizeram uma adaptação em BLCD, mas euzinha não gostei muito desse título até agora... Vai ver eu mordo a língua depois se fizerem um desfecho bacana, até porque o casalzinho central é fofo e tudo, porém agora a hashtag que impera é #nãosouobrigada. Ah, mas se quiser detalhes deste e de qualquer outro BLCD das checklists, fique à vontade para perguntar, ok? ;)

A coroação de junho vai para Hangout Crisis, que ostenta uma das fantasias mais clássicas de fujoshis e fudanshis com um traço maravilhoso e cenas recheadas de fanservice para leitor nenhum botar defeito!
Antes de falar sobre ele, eu só queria esclarecer uma coisinha, já preparada para as pedras: sei que Yarichin Bitch-bu está fazendo um sucesso danado por aí e deve ser maravilhoso saber que fizeram uma adaptação em BLCD, mas euzinha não gostei muito desse título até agora... Vai ver eu mordo a língua depois se fizerem um desfecho bacana, até porque o casalzinho central é fofo e tudo, porém agora a hashtag que impera é #nãosouobrigada. Ah, mas se quiser detalhes deste e de qualquer outro BLCD das checklists, fique à vontade para perguntar, ok? ;)

Destaque do Mês
A coroação de junho vai para Hangout Crisis, que ostenta uma das fantasias mais clássicas de fujoshis e fudanshis com um traço maravilhoso e cenas recheadas de fanservice para leitor nenhum botar defeito!
Jousei (CV: Taniyama Kishou) e Motoki (CV: Furukawa Makoto) são amigos que cursam diferentes ramos na faculdade, mas que têm ficado famosos como lendas dos goukons (encontros às cegas em grupo), não havendo um em que participem sem ganhar uma garota.
Um dia, eles acabam indo a outro goukon por engano e dão um jeito de escapar, mas estavam altos demais - tanto que falavam sobre serem atraentes demais e que poderiam ficar excitados um com o outro. Nessa onda, acabam indo para um motel juntos e resolvem experimentar se a teoria funcionava mesmo. Motoki concorda em "dar uma mão" para o amigo, porém se surpreende por também ficar excitado com toda a situação; movidos pela curiosidade e o interesse, as coisas evoluem rapidamente e os dois têm uma noite incrível juntos.
Na manhã seguinte, as reações são bem diferentes: diante de um Motoki incrédulo e desesperado, estava um Jousei mais que satisfeito com todo o ocorrido e disposto a ter mais experiências prazerosas com o amigo. De início, Motoki também se rendeu ao potencial recém-descoberto de ter relações com um homem, mas o fato de Jousei continuar com os goukons e a flertar com as garotas como antes o deixa inseguro: o que ele se tornou para Jousei, afinal? Haviam virado somente amigos com benefícios ou aquilo tinha mais significado apenas para Motoki?
Referências
Seme | Tsubakiya Jousei (CV: Taniyama Kishou)
Jean Kirschtein (Shingeki no Kyojin), Takahashi Takahiro (Junjou Romantica), Shinomiya Natsuki (Uta no Prince-sama);
Uke | Sakurai Motoki (CV: Furukawa Makoto)
Saitama (One Punch Man), Suwa Hiroto (Orange), Kindaichi Yutarou (Haikyuu!).
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