Curitiba
A comemoração do meu aniversário neste ano foi bem discreta, mas nem por isso menos gostosa: afinal, se não tem comida boa, não tem festa (taurinos, me add), né?! Levando meus pais debaixo do braço - estou tentando imaginar a cena, haha 😂 -, aproveitei a oportunidade para conhecer um novo espaço de inspiração asiática aqui em Curitiba: o CHō Street Food! ✨
O CHō (que se pronuncia como "tchô") foi inaugurado em março deste ano e se juntou aos vários barzinhos do Shopping Hauer, espaço que, aos poucos, tornou-se um grande polo gastronômico da cidade. Segundo o que li, a decoração foi toda pensada para remeter ao ambiente de barzinhos e tendas de comida de rua típicos do Japão, China, Tailândia e Coreia, sem abrir mão de uma atmosfera jovem e descontraída. 🕺
Quando entramos, foi difícil parar o olhar num ponto só, pois tinha muitas coisas legais em volta: os painéis suspensos sobre o caixa, contendo praticamente todo o cardápio; as paredes desenhadas com referências a elementos da cultura japonesa; as tábuas personalizadas das mesas; os desníveis curiosos da arquibancada; as tantas lanternas de papel que iluminavam o local de forma aconchegante... Até mesmo a música-ambiente nos ajudava a imergir numa viela pelas ruas de Tokyo, vez que o repertório era pop japonês (e, com isso, já me conquistou, haha 💘).
Não espere encontrar lamen ou sushi fatiadinho, pois a vibe é outra por lá: mais próximo dos izakayas, as porções ou unidades são generosas e feitas para pegar com a mão. ✌️ É difícil eleger qual é o prato-chefe da casa, mas o título deve se dividir entre os baos (sanduíches feitos com pão chinês cozido a vapor - conhecido como nikuman, em japonês), as robatas (espetinhos grelhados de carne ou legumes) e os sushi bombs (um senhor "burrito" de makizushi).
Nessa visita para sair da virgindade (haha), prestigiamos o bao de costela, os dedos de porco e os croquetes de camarão. Tudo estava uma delícia: empanados crocantes, tudo quentinho, suculento e muito bem temperado! 😋 Para beber, tomamos um drink muito gostoso que estava estreando no cardápio, feito de sidra, gin e maçã. 💙
Aliás, as bebidas são outro mega atrativo do CHō: além dos drinks, eles servem a "gengibera", a cerveja de gengibre, e também o tal do "sakebomb" - a brincadeira é colocar um shot de sakê em hashis deitados sobre um copo de cerveja pilsen e bater na mesa com a galera para o copinho cair e fazer o serviço da mistura para você! 🍻
Não pudemos conferir todas as atrações do CHō nesta primeira visita, mas já recebi o convite para voltar mais vezes e estou muito ansiosa pela chance de experimentar todo o cardápio - e de tirar fotos melhores, que façam jus ao capricho e à gostosura dos pratos! Haja elástico na calça, haha! 😂
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CHō Street Food
Rua Comendador Araújo, nº 891 (Shopping Hauer) - loja 6 - Batel
Tel: (41) 3149-0739
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Obrigada por me acompanhar em mais este rolê de Curitiba! 🙇
O que achou? Gostaria de ver algum lugar em especial?
Por favor, deixe seu recadinho nos comentários! 🤗
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Os posts marotos com cantinhos de Curitiba voltaram! ⭐ Estava com saudade? Se for o caso, gostaria de adiantar que mais posts estão por vir, então a minha humilde sugestão é seguir as redes sociais do blog para não perder nenhum lance 😉
Bom, o que está aqui é a realização de uma visita tão desejada quanto postergada; atire a primeira pedra quem nunca quis muito ir a um lugar, mas teve de adiar diversas vezes porque ficava na contramão dos seus compromissos normais - estou abaixada, hehe! 🙇 Foi esse o meu caso com o Palacete dos Leões, que resolvi emendando um programinha a mais para a "viagem" valer a pena (um almoço no Kharina's All Day, para ser mais precisa, que também pintará por aqui).

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| Me senti muito princesa nesse cenário, confesso haha |

O Palacete dos Leões foi construído no final do Século XIX para ser a pomposa residência da família de um grande personagem da história paranaense: Agostinho Ermelino de Leão Junior (1866-1907) foi um dos maiores barões da erva-mate e fundador dessa marca de chá mate que você está pensando agora - sim, o Matte Leão.
O palacete foi construído às margens do antigo Boulevard Dois de Julho, uma via que dava acesso à Estrada da Graciosa e onde outros ervateiros e industriais também se instalaram, tornando-se este o endereço de chácaras e residências de alto padrão.
Hoje, parte da Avenida João Gualberto corresponde a esse Boulevard, mas infelizmente outros edifícios contemporâneos do palacete deixaram de existir, como a Casa das Ferraduras - que ficava na esquina da Avenida com a Rua Dr. Padre Antônio - e a Mansão das Rosas - cujo portal ainda existe no edifício Fontana Bianca, em frente ao Colégio Estadual.
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| Retratos de Agostinho Ermelino de Leão Júnior e sua esposa, Maria Clara de Abreu Leão |
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| I have a thing for floors #1 |

O imóvel é um projeto assinado pelo cunhado de Leão Junior, o engenheiro civil Dr. Cândido Ferreira de Abreu (1856-1918) que, entre outros ofícios, foi o primeiro prefeito de Curitiba a ser eleito pelo povo. Não muito longe dali, uma avenida muito importante da cidade é batizada com seu nome, a qual dá acesso a edifícios administrativos estaduais e municipais.
Considerado um exemplar neoclássico, o palacete de estilo eclético reúne características renascentistas, barrocas e clássicas - linhas essas que se repetem em outros edifícios históricos da cidade. A princípio, essa seria a forma de atender os interesses dos barões da época, deslumbrados com a beleza arquitetônica que viam em suas viagens à Europa.

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| Se tem lustre no nome do blog, tem lustre no post também, haha! |

Em 1984, a IBM adquiriu o terreno de quase dez mil metros e, enquanto seu escritório-sede era construído num anexo aos fundos, o antigo casarão foi restaurado e transformado em espaço cultural.
O Palacete dos Leões foi tombado pelo Patrimônio Cultural em 2003 e reaberto ao público em 2005 com a mesma finalidade cultural, após a atual aquisição pelo BRDE - Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul. Hoje, recebe mostras, exposições, lançamentos de livros e até eventos musicais.
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| I have a thing for floors #2 |



O Espaço Cultural BRDE - Palacete dos Leões está aberto ao público de segunda a sexta-feira a partir da tarde e a entrada é gratuita; para entrar, basta se identificar no guichê de vidros fumê à esquerda.
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Espaço Cultural BRDE - Palacete dos Leões
Av. João Gualberto, nº 570 - Alto da Glória
Aberto de segunda a sexta-feira, das 12:30h às 18:30h
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Obrigada por ter me acompanhado nesse rolê! 😊
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Gostaria de ver algum lugar por aqui? Deixe sua sugestão nos comentários 💙
Fui conhecer o Nougat na última vez que encontrei as minhas amigas da faculdade todas juntas, o que deve ter sido em... Agosto, setembro de 2016? É, estou com vários registros de lugares pendurados, mas a gente se acerta aos poucos, haha! 😂
Nougat é o nome em francês para o que a gente conhece aqui no Brasil como torrone ou mandolate, um doce feito com castanhas, claras em neve e mel. Para os curitibanos, porém, a palavra ganhou um novo significado a partir de 2012; o Complexo Gastronômico Nougat é um café de ambiente fechado, localizado dentro do Shopping Itália. Com um clima aconchegante e charmoso, só lembrei que estava dentro de um shopping quando coloquei os pés para fora do café!


A meu ver, os carros-chefe do Nougat são os doces e os cafés, todos preparados com um capricho de encher os olhos! A escolha dos ingredientes também faz a experiência valer a pena; muitos deles, inclusive, são decorados com lâminas de amêndoas e crisps que mais parecem pérolas douradas! Acho que esses detalhes fazem toda a diferença, pois me fazem pensar que sou alguém muito especial para a loja 💖

Por essa eu não esperava: gelatos fresquinhos e de sabores inusitados estão à disposição no grande balcão do Nougat! São várias opções e estava com uma vontade tão louca de comer esse Jean Pierre que... Não pude comer. Foi uma grande pena... Mas ele que me aguarde, haha! 😈

O tal Jean Pierre se safou porque, a essa altura do campeonato, já estava bem servida com um belo café com doce de leite argentino e este pedaço de torta cheinho de amêndoas! Sim, eu gosto de amêndoas, haha!


A prova de que esses meus registros são de outro tempo é essa taça lindona aí embaixo, uma das criações exclusivas do Nougat para o Coffee Week Brasil de 2016. Esse é o Caramel Salty Champagne, um drink de café não alcoólico com creme de champagne, crisps de caramelo, flor de sal e, pra acabar, uma rosetta de chantilly. Eita, delícia! 💙

Ir aos cafés com azamiga é só vantagem: além da ótima companhia, dá para conferir, experimentar e tirar foto de diferentes pratos numa tacada só, hehe! Não me responsabilizo pelo excesso de água na boca ao ver esse desfile de belezuras, hein? Já avisei, agora toma, haha!
Preciso ainda destacar o balcão todo diferentão do Nougat, que parece ser uma assinatura "arquitetônica" da loja: ele tem o formato de uma elipsoide (não manjo de geometria, só dei uma googlada no que parece ser a metade de uma rosquinha, haha 🍩) que ganha um ar futurista com a iluminação interna, destacando as delícias da loja. Achei meio difícil captar todo o formato sem uma foto panorâmica, mas fica o registro desse ladinho todo charmoso.

Uma visita ao Nougat é uma experiência deliciosa, com a certeza de que vai aproveitar um ambiente agradável, um bom atendimento e opções bem gostosas de doces nada enjoativos e cafés caprichados. Vá com a certeza de que, enquanto aproveita a vista para o Centro da cidade, o tempo passará um pouco mais devagar... 😌
Nougat é o nome em francês para o que a gente conhece aqui no Brasil como torrone ou mandolate, um doce feito com castanhas, claras em neve e mel. Para os curitibanos, porém, a palavra ganhou um novo significado a partir de 2012; o Complexo Gastronômico Nougat é um café de ambiente fechado, localizado dentro do Shopping Itália. Com um clima aconchegante e charmoso, só lembrei que estava dentro de um shopping quando coloquei os pés para fora do café!


A meu ver, os carros-chefe do Nougat são os doces e os cafés, todos preparados com um capricho de encher os olhos! A escolha dos ingredientes também faz a experiência valer a pena; muitos deles, inclusive, são decorados com lâminas de amêndoas e crisps que mais parecem pérolas douradas! Acho que esses detalhes fazem toda a diferença, pois me fazem pensar que sou alguém muito especial para a loja 💖

Por essa eu não esperava: gelatos fresquinhos e de sabores inusitados estão à disposição no grande balcão do Nougat! São várias opções e estava com uma vontade tão louca de comer esse Jean Pierre que... Não pude comer. Foi uma grande pena... Mas ele que me aguarde, haha! 😈

O tal Jean Pierre se safou porque, a essa altura do campeonato, já estava bem servida com um belo café com doce de leite argentino e este pedaço de torta cheinho de amêndoas! Sim, eu gosto de amêndoas, haha!


A prova de que esses meus registros são de outro tempo é essa taça lindona aí embaixo, uma das criações exclusivas do Nougat para o Coffee Week Brasil de 2016. Esse é o Caramel Salty Champagne, um drink de café não alcoólico com creme de champagne, crisps de caramelo, flor de sal e, pra acabar, uma rosetta de chantilly. Eita, delícia! 💙

Ir aos cafés com azamiga é só vantagem: além da ótima companhia, dá para conferir, experimentar e tirar foto de diferentes pratos numa tacada só, hehe! Não me responsabilizo pelo excesso de água na boca ao ver esse desfile de belezuras, hein? Já avisei, agora toma, haha!
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| Cheesecake de mirtilo |
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| Chocolate quente |
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| Chá gelado batido e uma sobremesa cheinha de frutas vermelhas |
Preciso ainda destacar o balcão todo diferentão do Nougat, que parece ser uma assinatura "arquitetônica" da loja: ele tem o formato de uma elipsoide (não manjo de geometria, só dei uma googlada no que parece ser a metade de uma rosquinha, haha 🍩) que ganha um ar futurista com a iluminação interna, destacando as delícias da loja. Achei meio difícil captar todo o formato sem uma foto panorâmica, mas fica o registro desse ladinho todo charmoso.

Uma visita ao Nougat é uma experiência deliciosa, com a certeza de que vai aproveitar um ambiente agradável, um bom atendimento e opções bem gostosas de doces nada enjoativos e cafés caprichados. Vá com a certeza de que, enquanto aproveita a vista para o Centro da cidade, o tempo passará um pouco mais devagar... 😌
Nougat - Complexo Gastronômico
Shopping Itália (Rua Marechal Deodoro, nº 630), Loja 1R - Centro
Tel: (41) 3018-5127
Website | Facebook | Instagram | Tripadvisor
Quando se fala em museu de Curitiba, o que vem à cabeça? Provavelmente, o Museu Oscar Niemeyer, né? Pois é, não há dúvidas de que essa seja a maior referência de museu na cidade, considerando seu espaço, seu desenho arquitetônico, quem criou o projeto e tudo mais...
E foi por todo esse destaque que particularmente acabei esquecendo que havia outros museus para conhecer na cidade e nunca tinha me passado pela cabeça visitá-los em anos. Mas eis que um passeio em família se tornou a oportunidade perfeita para conhecer um desses museus tão bacanas quanto o Museu do Olho: o Museu Paranaense!

Olhando de fora, eu entendo: é difícil imaginar que passear por um prédio grande e antigo possa ser tão interessante assim, a ponto de dedicar horas preciosas do seu passeio por Curitiba. Mas dar uma chance assim, "no duro", pode te conduzir a uma agradável surpresa.
Para ver só, meu pai não é lá muito chegado em ver coisas antigas (exceto carros) - quando não lhe interessa, ele não tem pudores em passar o trajeto inteiro bocejando. Porém, não só não flagramos bocejo algum, como também ele saiu do museu bem admirado e exclamando, sem ninguém perguntar, que foi muito bom. Então, vai com fé, colega!
O Museu Paranaense está no Centro Histórico e, antes de ter essa função, já foi uma casa, a sede do Governo Estadual, a sede do Tribunal Regional Eleitoral e abrigo para o acervo do Museu de Arte do Paraná. O prédio de 1929 foi tombado em 1987, passou por reformas, e se tornou o museu de hoje somente em 2003.
Cercado por instalações e móveis de madeira maciça, papeis de parede com padrões nobres, lustres robustos, um ambiente à meia-luz e uma calmaria que consegue ignorar a muvuca de fora, acho que não exagero quando digo que, ao entrar lá, somos transportados para uma realidade paralela.

O Museu mantém várias exposições ao mesmo tempo; na nossa entrada, fomos recepcionados com uma mostra de brinquedos antigos, datados bem antes de um Atari da vida: louças de porcelana para um chá, trenzinhos de ferro, bolas rústicas de couro, bonecos com roupinhas detalhadas, jogos de tabuleiro, máquinas de costura de ferro etc.
Subindo as escadas, chegamos a um escritório espaçoso cercado por cristaleiras iluminadas. Elas guardam o acervo do antigo Museu do Mate, mantido pela tradicional família Leão Junior, que foi protagonista do Ciclo da Erva-Mate no Paraná.

Acho que o que mais me encantou foram as cuias e bombas de prata - vrrrá, Karupin entende só um pouquinho de chimarrão - expostas nas cristaleiras, algumas cheias de detalhes lindos cravados!
Nesse mesmo andar também havia ambientes que simulavam os cômodos da casa de uma família bem abastada no início do Século XIX, com direito inclusive à reprodução do (enorme) banheiro, mas... Sei lá, não tirei muitas fotos porque não me interessou tanto assim... #sinceridade

Houve uma vez na escola em que fiz um stand sobre numismática com colegas para uma feira de ciências e, desde então, acabei criando um pouco de interesse pela área. Mas, mesmo sem essa experiência, acho que dá para aproveitar bastante! Dou umas brisadas, mas os desenhos e a arte cheia de simbologia que colocam tanto no dinheiro, quanto nas medalhas sempre me deixam admirada...

Para tudo, porque preciso fazer meu momento eu tenho uma coisa por lustres por motivos nobres: gente, o que é esse lustre que tem na seção das moedas? É de porcelana, é cheio de flores, é pastel, é maravilhoso! Só de ver algo tão lindo, o passeio já valeu toda a pena (e ele ainda não acabou!).

Depois das moedas e medalhas, um corredor nos direciona a uma verdadeira viagem pela História do Paraná, mostrando os primórdios do território que se tornaria o atual estado até a instalação da indústria no Século XX.

É difícil falar sobre os itens que constituem essa mostra, pois todo o acervo ocupa um anexo inteiro do prédio. Além disso, a experiência só tem graça se der para andar, ler as explicações e contemplar tudo isso ao vivo mesmo.


Mas vamos à colher de chá com os meus highlights do que tem na mostra: fósseis e restos mortais dos primeiros povos indígenas; instrumentos ligados ao trabalho escravo; canhões, metralhadoras antigas e armas usadas em guerras importantes do Paraná, como a do Contestado e a do Paraguai; e maquinários antigos de importantes empresas do estado, como a fábrica da Todeschini, o banco Banestado e o próprio Matte Leão.
Depois dessa overdose de fotos, eu só posso concluir dizendo o seguinte: se estiver nos seus planos visitar o Centro Histórico de Curitiba, eu recomendo demais incluir no programa uma visita ao Museu Paranaense. Nada melhor que conhecer muito mais sobre onde vivemos (ou onde se está visitando) a partir de uma experiência interessante e surpreendente!
E foi por todo esse destaque que particularmente acabei esquecendo que havia outros museus para conhecer na cidade e nunca tinha me passado pela cabeça visitá-los em anos. Mas eis que um passeio em família se tornou a oportunidade perfeita para conhecer um desses museus tão bacanas quanto o Museu do Olho: o Museu Paranaense!

Olhando de fora, eu entendo: é difícil imaginar que passear por um prédio grande e antigo possa ser tão interessante assim, a ponto de dedicar horas preciosas do seu passeio por Curitiba. Mas dar uma chance assim, "no duro", pode te conduzir a uma agradável surpresa.
Para ver só, meu pai não é lá muito chegado em ver coisas antigas (exceto carros) - quando não lhe interessa, ele não tem pudores em passar o trajeto inteiro bocejando. Porém, não só não flagramos bocejo algum, como também ele saiu do museu bem admirado e exclamando, sem ninguém perguntar, que foi muito bom. Então, vai com fé, colega!
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| A louca dos lustres voltou! Mas essa estrutura do teto também é muito bacana! |
O Museu Paranaense está no Centro Histórico e, antes de ter essa função, já foi uma casa, a sede do Governo Estadual, a sede do Tribunal Regional Eleitoral e abrigo para o acervo do Museu de Arte do Paraná. O prédio de 1929 foi tombado em 1987, passou por reformas, e se tornou o museu de hoje somente em 2003.
Cercado por instalações e móveis de madeira maciça, papeis de parede com padrões nobres, lustres robustos, um ambiente à meia-luz e uma calmaria que consegue ignorar a muvuca de fora, acho que não exagero quando digo que, ao entrar lá, somos transportados para uma realidade paralela.

Matte Leão
Subindo as escadas, chegamos a um escritório espaçoso cercado por cristaleiras iluminadas. Elas guardam o acervo do antigo Museu do Mate, mantido pela tradicional família Leão Junior, que foi protagonista do Ciclo da Erva-Mate no Paraná.

Acho que o que mais me encantou foram as cuias e bombas de prata - vrrrá, Karupin entende só um pouquinho de chimarrão - expostas nas cristaleiras, algumas cheias de detalhes lindos cravados!
Nesse mesmo andar também havia ambientes que simulavam os cômodos da casa de uma família bem abastada no início do Século XIX, com direito inclusive à reprodução do (enorme) banheiro, mas... Sei lá, não tirei muitas fotos porque não me interessou tanto assim... #sinceridade
Moedas e Medalhas

Voltamos ao primeiro andar e descemos mais um lance de escadas para encontrar o acervo de moedas e medalhas antigas do Museu!
Houve uma vez na escola em que fiz um stand sobre numismática com colegas para uma feira de ciências e, desde então, acabei criando um pouco de interesse pela área. Mas, mesmo sem essa experiência, acho que dá para aproveitar bastante! Dou umas brisadas, mas os desenhos e a arte cheia de simbologia que colocam tanto no dinheiro, quanto nas medalhas sempre me deixam admirada...

Para tudo, porque preciso fazer meu momento eu tenho uma coisa por lustres por motivos nobres: gente, o que é esse lustre que tem na seção das moedas? É de porcelana, é cheio de flores, é pastel, é maravilhoso! Só de ver algo tão lindo, o passeio já valeu toda a pena (e ele ainda não acabou!).

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| Pena que a luz da sala não era um aliado dos celulares, tive de forçar a edição... :( |
História do Paraná
Depois das moedas e medalhas, um corredor nos direciona a uma verdadeira viagem pela História do Paraná, mostrando os primórdios do território que se tornaria o atual estado até a instalação da indústria no Século XX.

É difícil falar sobre os itens que constituem essa mostra, pois todo o acervo ocupa um anexo inteiro do prédio. Além disso, a experiência só tem graça se der para andar, ler as explicações e contemplar tudo isso ao vivo mesmo.


Mas vamos à colher de chá com os meus highlights do que tem na mostra: fósseis e restos mortais dos primeiros povos indígenas; instrumentos ligados ao trabalho escravo; canhões, metralhadoras antigas e armas usadas em guerras importantes do Paraná, como a do Contestado e a do Paraguai; e maquinários antigos de importantes empresas do estado, como a fábrica da Todeschini, o banco Banestado e o próprio Matte Leão.
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| Esta é Curitiba à época em que o Museu foi criado, em 1876, quando ele ficava na atual Praça Zacarias! |
Depois dessa overdose de fotos, eu só posso concluir dizendo o seguinte: se estiver nos seus planos visitar o Centro Histórico de Curitiba, eu recomendo demais incluir no programa uma visita ao Museu Paranaense. Nada melhor que conhecer muito mais sobre onde vivemos (ou onde se está visitando) a partir de uma experiência interessante e surpreendente!
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| Nos fundos, há uma réplica da escultura "Arma em Nó", um dos maiores símbolos de ação contra a violência |
Museu Paranaense
Rua Kellers, nº 289 - São Francisco
Telefone: (41) 3304-3300
» Entrada gratuita; visitas guiadas devem ser agendadas
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