Inspiração

Eu não sei se é a influência taurina berrando gritando mais alto, mas dá para constatar que 80% das contas que sigo no Instagram têm a ver com comida, haha! Sério, não poupo esforços para stalkear as novidades de cafés e restaurantes da cidade, tenho o maior prazer em fazer isso... Mas há uma outra parcela dessas contas pertencente a pessoas mega talentosas que fazem arte na cozinha, literalmente.

Acho que nunca vi - e olha que eu procuro, hein - macarons fofos tão perfeitos quanto os da Melly Eats World: são lisos, modelados na mesma medida e formato, e coloridos com a mesma precisão nos mais encantadores temas. Só falta comer mesmo para conhecer o sabor, mas duvido que consiga morder coisas tão lindas... 😢

Desde que conheci os trabalhos da Melly, tive muita vontade de escrever um post a respeito, mas fiquei meio desanimada ao ver que havia muito poucas informações na Internet sobre a criadora: só sabia que era de Toronto e apenas aceitava encomendas locais, nada mais do que a própria Melly já falava na descrição da sua conta, único meio que ela usa para divulgar seu trabalho.

Confira mais em @mellyeatsworld!

Contudo, fui percebendo aos poucos que a Melly parecia uma pessoa bem acessível, pois costumava falar bastante em cada foto que postava. Quem sabe eu não poderia falar com ela?, foi o que divaguei por um bom tempo. Fiquei nessa até o derradeiro dia em que peguei meu mínimo conhecimento em inglês, tomei um pouco de coragem e TRÁ, mandei logo uma mensagem privada para ela.

Quem diria que, naquela mesma noite, uma resposta super simpática viria, topando fazer uma pequena entrevista para o blog? 😱 É o que trago com exclusividade a seguir, hehe!

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1. Qual é o seu nome e idade?

Meu nome é Melissa, mas o pessoal me chama de Mel ou Melly. Moro em Toronto, Canadá. Uma dama nunca revela sua idade~

2. Opa, é verdade! Desculpe, fui indelicada, hehe... Ser uma confeiteira, era algo que você sempre quis ou você seguia outra carreira antes disso? Pode falar mais a respeito?

Eu tenho um trabalho em tempo integral na indústria de fundos de investimentos, embora tenha confeitado desde a adolescência. É um hobby meu de longa data. Atualmente, confeito à noite e durante os fins de semana; é pesado, mas muito compensador.

3. Você tem alguma formação relacionada a confeitaria ou pâtisserie?

Na maior parte, eu sou uma confeiteira autodidata, aprendendo através de livros e da Internet. Comecei a frequentar alguns cursos numa faculdade local no ano passado para poder conhecer mais gente com interesses comuns e aprender mais sobre a indústria.

4. Teve algo ou alguém que te inspirou a seguir esse sonho?

Originalmente, fui encorajada por um amigo para começar a postar meus trabalhos no Instagram. Eu não pensei muito sobre isso e fiquei bem surpresa porque as pessoas mostraram interesse na minha confeitaria.

Confira mais em @mellyeatsworld!

5. E há algo ou alguém que te inspira a fazer trabalhos fofos?

Posso dizer que sou inspirada pelo meu sobrinho para fazer trabalhos fofos. Ele logo vai fazer quatro anos e é muito divertido ver o mundo pelos seus olhos.

6. Ah, e você tem um personagem ou animal fofo favorito?

[Dos meus trabalhos] é difícil escolher um design favorito, todos eles são meus bebês!! (risos) Na verdade, eu prefiro fazer designs originais do que personagens de desenho, embora aceite fazer encomendas customizadas desses personagens, quando pedido. Se é para escolher, seria qualquer coisa a ver com Star Wars. E ultimamente, também tenho achado o Gudetama muito fofo!

Acho que é isso mesmo. Muito obrigada, Melly! Foi um prazer conversar um pouquinho com você e sou muito grata por ter tido a coragem de entrar em contato!

Oh, de nada. Muito obrigada por entrar em contato e pelo seu interesse, estou muito honrada~!

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E essa foi a minha aventura conhecendo mais sobre a querida Melly, enfrentando meus medos com inglês - ela disse que era "quite good", mas sei lá, vai ver foi só gentil, haha - e fazendo minha primeira entrevista real oficial, yey! 💙 Ah, e pretendo fazer mais posts assim, então me aguardem! 👊

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Conhece outras contas de Instagram tão inspiradoras quanto a da Melly?
Conta pra mim, vou adorar conhecer também! 💙

14.7.17

Os macarons fofos da Melly Eats World

Os Favoritos chegaram ainda com um pé em 2016, mas dá-lhe fechar o último ano de vez! ✨

Aproveitando, aviso aos navegantes que as próximas semanas serão um pouco intensas para mim e, por isso, o blog pode ficar um pouco parado no início de fevereiro. Deve soar meio esquisito eu falar a respeito disso agora, mas tem motivo: é que ainda teremos posts em janeiro, só que eles foram escritos e programados de antemão, já prevendo essa loucura toda futura. É o #Karupinboot assumindo a área, hehe! 🤖 Bem, explicações dadas, vamos então aos Faves de dezembro:



1. "Koi", de Hoshino Gen


Ao contrário de muitas músicas de que gosto, Koi não me conquistou logo de cara, mas sim a dancinha que vinha com ela! 🎶

Pera, explico: essa música foi usada como tema de um dorama de nome enorme - que me limito a referir como Nigehaji - e os atores principais dançam uma coreografia ao som dela no encerramento. Fazer sua própria versão da dancinha, apelidada carinhosamente de Koi Dance, virou uma mania entre os japoneses nesse final de 2016, devendo ter competido com o PPAP nas festas de fim de ano da firma por lá.


Achei engraçado o fato de alguns programas japoneses terem feito matérias extensas, tentando entender o motivo do Koi Dance ter virado febre e tal. Apesar de não ser assim tão fácil, a ponto de pegar todos os passos de primeira, é divertido tentar fazer a coreografia; treinar mesmo pode se tornar um programa bem legal com família e amigos.

... E, pelo andar da carruagem, até parece que vou fechar o tópico apresentando a vocês um vídeo meu dançando Koi Dance com muito orgulho, né? Nem ferrando, huahuahua! Continuarei esbanjando da minha falta de coordenação motora na privacidade do meu amado quarto, obrigada, de nada~ 😂

2. The Secret World of Stuff


Você é desses que vê carinha em traseiro de carro, entrada de tomada ou gotas de chuva no vidro? Eu também! Vem cá e me dá um abraço 🤗

Quem também deve querer nos abraçar é o Sean Charmatz; esse animador americano genial foi além dessas nossas buscas por carinhas nas coisas e criou um projeto chamado "The Secret World of Stuff", em que dá vida aos objetos mais inusitados. Te desafio a não abrir um sorriso vendo essas coisinhas bobas, porém bem fofas!


Sean grava esses vídeos curtinhos com o smartphone e os edita frame por frame. Todos estão disponíveis em seu Instagram e seu tumblr; compilados podem ser encontrados em seu canal no YouTube. Ah, e o menino Sean em si também não é fraco não, tendo seu dedinho em grandes animações como Bob Esponja, Pinguins de Madagascar e Trolls! O que acharam? 😀

3. Star Wars: Rogue One


Este foi o programão em família de dezembro, sem dúvidas! Ninguém em casa, incluindo eu, se considera fã de Star Wars, mas aprendemos a gostar de cada nova aventura da saga desde o Episode I.

Este filme é uma prequel para o Episode IV e conta a história dos bravos rebeldes que se arriscaram para conseguir os projetos da Estrela da Morte e dar uma nova esperança à galáxia, frente aos avanços do Império. Essa missão é liderada por Jyn, a filha geniosa do criador dos projetos da maior arma de Darth Vader, e pelo oficial rebelde e desconfiado Cassian, acompanhados pelo droide K-2SO.


Gente, quero pegar essa deixa para falar: como está sendo bacana o fato de Star Wars, um importante material da cultura geek e pop, passar o protagonismo da história a mulheres, hein? Ouso dizer mais: a forma como as personagens foram escritas na história tem desconstruído bem aquela falácia de que filmes de ação não teriam graça se protagonizados por mulheres.

Acho que foi uma das raríssimas vezes em que assisti a um filme esquecendo completamente do sexo da personagem principal - qual foi a outra vez? Ah é, Star Wars Episode VII (embora admita que Ray é uma personagem Mary Sue)! 😏 E o que foi preciso para isso acontecer? Acredito que um figurino nada sexualizado, companheiros em vez de interesses amorosos, nenhum comportamento que insinuasse subestima ou lascívia pela presença de uma mulher, diálogos relevantes e uma personalidade forte, confiante e independente.

E aí, Jyn virou quase um cara? Não, porque, embora ela tenha habilidades de luta, não foi necessário masculinizá-la para ter espaço e voz. Jyn foi tratada como uma pessoa propriamente dita, nem mais nem menos. Fico pensando no quanto isso será ou está sendo importante para a autoconsciência das crianças, principalmente as meninas, no que se refere a representatividade e respeito.

Ah, mas não dá para ignorar o fato de Star Wars, assim como Star Trek, ter um atributo curioso: o poder de retratar uma ou mais sociedades alternativas - senão ideais -, em que o dinheiro não existe para definir poder e classes, e em que homens e mulheres, humanos negros, brancos, latinos, asiáticos (e alienígenas) são vistos com o mesmo potencial e tratados da mesma forma... Talvez a origem dessa consciência esteja justamente na descoberta de que o Universo é vasto e bem mais plural do que o próprio umbigo. #DonaCândidafeelings

4. Hidratantes "Cuide-se Bem", d'O Boticário


Depois de uma passada n'O Boticário para as compras de presentes para a parentada toda, minha mãe me deu de Natal essas duas loções hidratantes aí de cima. 🎁 Eu as escolhi mais por aquele hype de novidade e embalagem bonitinha, mas tem coisa melhor do que usar e perceber na hora que esses produtos são perfeitos para esse verão?

Além de terem cheirinhos gostosos e nada enjoativos, a textura é leve, não deixa aquela sensação grudenta e a pele fica levemente aveludada. Para quem estava arredia com a ideia de passar hidratante com esse calor todo, agora nem crio desculpa; estou adorando esse momento de cuidado com o corpo e fico revezando os dois hidratantes a cada dia, hehe! 💙

Acho que esses dois são edições limitadas de Ano Novo e caíram no gosto do povo, porque já estão esgotados na loja virtual. À data deste post, ainda tem uma versão à venda, o "Ame Se Ame".

11.1.17

Favoritos do Mês: Dezembro, 2016

Cloison à lames réflèchissantes (1966), de Julio Le Parc

Antes de começar, queria falar um pouquinho sobre o que foi a edição de 2015 da Bienal Internacional de Curitiba. O evento reuniu exposições, mostras, filmes e propostas de experiências relacionadas ao tema "Luz do Mundo", uma expressão que inspira diferentes interpretações a princípio, mas basicamente envolve a "arte da luz, a arte com a luz, a arte feita de luz e que tem na luz sua matéria, seu material e conteúdo".

Amparando-se no título do romance de Halldór Laxness, vencedor do Prêmio Nobel de Literatura em 1955, o conceito proposto pela Bienal é, na verdade, uma associação de ideias que envolvem a luz e a sua beleza (assim almejada pelo gênero humano) tanto no sentido literal, quanto no figurado e mesmo espiritual; ora é considerada na qualidade de elemento essencial da natureza, ora de elemento inerente a tudo e a todos, ora de virtudes a serem buscados, e ora até de par indissociável da escuridão, assim como tudo o que esta representa. Me desculpem pelo papo complexo, mas é difícil resumir todas as ideias em poucas linhas...

Apesar da Bienal ter estado em vários espaços na cidade, apenas provei um gostinho do evento na visita ao Museu Oscar Niemeyer, porque infelizmente não tinha muito tempo disponível naquele período e, afinal, foi onde as obras mais populares se concentraram. Acompanhada da minha mãe, lá fomos nós e não tive do que reclamar; aliás, confesso que saí de lá muito admirada e reflexiva, sensações que pouco havia experimentado em visitas ao museu.

Começamos nosso passeio pelas obras com orientações inusitadas. Não poder tirar fotos de algumas delas era o de menos: "tirem os sapatos", "coloquem estes protetores nos pés", "fechem os olhos para entrar". O que está havendo? Seguimos as instruções e os ombros da guia da mostra para nos posicionarmos bem certinho em... Algum outro lugar. "Pronto, abram os olhos devagar".

Untitled (1969), de Doug Wheeler



Era uma sala toda branca e todas as extremidades do ambiente eram arredondadas. Fomos posicionadas bem em frente a um painel retangular iluminado por trás. Ver essa imagem de divulgação e essa descrição simplória que acabei de fazer pode inspirar pouco, se não nada a quem lê, mas é difícil expressar as sensações de estar imerso naquele ambiente: a iluminação deixava o olhar turvo (não me perguntem como) e a forma com que víamos o painel podia dar a impressão de que se estava no dito Paraíso, "entre as nuvens", mas vendo a sua frente um corredor - então, podia ser o Purgatório? -, ou o fundo de algum lugar, caindo e olhando de cima para baixo.

Até a acústica do local era interessante: de início, é um isolamento, mas depois pode-se ter a mesma impressão que a minha mãe teve e pensar que está num avião. Segundo a descrição do site da Bienal, o autor da obra brinca com o conceito "luz e espaço", mexendo com questões como escala, profundidade, infinitude etc. Bom, seja qual for a interpretação, essa obra se revelou um bom cartão de visitas do que a exposição tinha a oferecer. Good job, Doug! ✨

In.visible (2014), de Jeongmoon Choi



Seguindo com o passeio, chegamos a um dos grandes chamarizes da Bienal: Jeongmoon Choi nos deu o prazer de caminhar pelos corredores geométricos de "In.visible", compostos por fios de algodão milimetricamente alinhados. Ainda, dependendo das roupas que se esteja usando, os visitantes podem acabar fazendo parte do conjunto sob a luz ultravioleta, dando um colorido a mais à obra. Com esses elementos, a artista sul-coreana contrapõe técnicas milenares, como a tecelagem tradicional, com a alta tecnologia da "era do laser" e cria a sensação de profundidade.


A propósito, como as câmeras não conseguiram focar muito bem no escuro, não pude usar neste post muitas das fotos que tiramos na visita... Serão poucas fotos, mas garanto que serão bem selecionadas, ok? 😊

Identity Analysis (2003), de Helga Griffiths



Não demorou muito e chegamos aos tão divulgados tubos de ensaio suspensos e fosforescentes de "Identity Analysis"! Se as fotos já impressionam, ver ao vivo é fantástico!


Claro que um pouco da mágica se desfaz vendo de perto, afinal as provetas estão presas a uma rede e os pratos petri formam a base, mas o conceito é muito interessante por si só. Ocorre que os elementos da obra não foram dispostos dessa forma à toa: este é o "nu contemporâneo" da própria Helga Griffiths, afinal tudo ali representa a sua estrutura genética.


Tivemos muita dificuldade em manter o foco das câmeras aqui. É uma pena, porque tiramos muitas apenas para tentar usar algo depois. Inclusive, abusamos de ângulos inusitados, mas ainda assim, não foi possível aproveitá-los... 😭

Ghosts (2014), Lars Nilsson


Depois de um tempo passeando por ambientes escuros, voltamos à "luz" em outro espaço, tudo para talvez submergir à escuridão novamente. Era a vez do conjunto de obras "Ghosts", de Lars Nilsson cujas esculturas de figuras humanas foram responsáveis pela nossa saída reflexiva do museu, tamanha perturbação que nos causou.


A descrição no site da Mostra revela bem o conceito explorado: "O grupo escultórico Fantasmas, de Lars Nilsson, leva-nos de volta ao lado obscuro da civilização que ilumina o passado e joga luz sobre nossa situação social contemporânea. Estas obras oferecem uma representação de como seriam esculturas de figuras humanas se delas fosse retirada a luz. Cada uma é como um corpo negro, um buraco negro, um ponto no espaço de onde toda luz é retirada (...). Em estado de transformação, estas figuras saem das trevas em direção à luz, emergem da forma para a não-forma ou vice-versa".



Eu não posso responder pelas impressões que minha mãe teve, mas particularmente me senti numa posição muito desconfortável de voyeur: um espectador onipresente, mas impotente diante da desgraça alheia ali representada.

E não é a posição que assumimos quando vemos diariamente as desgraças nos noticiários? Ou quando decidimos ignorar as pessoas necessitadas na rua, as ditas "pessoas invisíveis"? Ou quando achamos que não podemos fazer nada pelo sofrimento de entes queridos?




Não são essas pessoas a que assistimos aquelas que estão tentando sair das "trevas em direção à luz"? O que podemos fazer por elas? Desde que assumi essa interpretação, comecei a pensar sobre a minha vida de outro jeito.

Obras de Julio Le Parc


Já na Torre do Olho, encerramos a exposição com as obras de Julio Le Parc, as quais chamaram muito a atenção pela ideia de serem compostas por materiais simples - pregos, parafusos, peças de acrílico, espelhos -, mas, ao projetarem luz em movimento, tornam-se grandiosas.

Continuel Mobile - Sphère rouge (2001)

Uma das obras - ou "alquimias", como o próprio autor prefere assim se referir - de destaque é "Sphére Rouge", um mobile de placas de acrílico pequenas e vermelhas em forma de esfera iluminado por vários spots; como as placas se mexiam ao sabor da inércia, minha mãe ali projetou um coração batendo - quanto a mim, bem... Minha imaginação deve ter ficado lá em "Ghosts", porque não pensei em nada, senão que tinha um efeito bonito... 😝

Lumière Alternée (1966)

O site da Bienal explica melhor o que se pretende com esse tipo de conceito: "Luz e movimento combinam-se para retirar o observador do estado tradicional de imobilidade diante de uma obra e transformá-lo no « espectador total » como o definiu Arnauld Pierre, aquele espectador que é instaurado pelo conjunto de suas faculdades perceptivas, ativas, e intelectuais.

Com efeito, diante de uma obra de Le Parc o observador tem sua emoção convocada (percepção), é chamado a ativar-se diante dela tanto quanto ela se ativa a sua frente (ação), e a refletir sobre o que vê (o raciocínio). O deslumbramento predomina, é verdade, e, com ele, a emoção, primeiro modo de relacionamento do indivíduo com o mundo. Os outros dois modos, o da atividade e o da reflexibilidade, seguem-se".


Outra obra intrigante é Lumière en vibration - Installation (1968): eu nunca testemunhei um terremoto, mas talvez se tenha a mesma sensação de quem já passou por isso ao passear pelo labirinto de cortinas, iluminadas por uma única caixa luminária com motor. Não gravei o vídeo acima (é de uma exposição da obra no MALBA, em Buenos Aires), mas ele mostra bem a sensação lá dentro. Fiquei um pouco atordoada, terminando os poucos metros escorada no tapume da obra; minha claustrofobia mandou lembranças para o Sr. Le Parc.

Red Ahead (2013), de Eliane Prolik

A princípio, a Bienal se encerraria no dia 6 de dezembro, mas devido ao tremendo sucesso de público, o evento foi prorrogado até o dia 14 de fevereiro. Nem todas as mostras da programação original foram mantidas, mas as do Museu Oscar Niemeyer com certeza continuarão expostas até o último dia. Então, não deixem de conferir, sentir e tirar suas próprias conclusões!

Bienal Internacional de Curitiba
De 03.10.2015 a 14.02.2016
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12.2.16

Bienal de Curitiba, 2015

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