Hoe! Torço para que esteja tudo bem com você.

Faz um bom tempo que não escrevo aqui no blog, né? Apesar disso, mantive o contrato do domínio. Acho que, no fundo - no fuuuuundo mesmo -, eu tinha esperança de voltar a escrever por aqui. E cá estou, não é mesmo? Contudo, com certeza não dentro das circunstâncias que gostaria de estar ou ousaria imaginar...

Neste período de quarentena, gostaria de fazer alguns registros do que estou fazendo e pensando, voltando ao formato "querido diário" dos blogs raiz. Queira ou não, estamos vivendo um episódio que ficará marcado na História e não confio nenhum pouquinho na minha memória para relatar esses pormenores do que será passado lá no futuro; veja bem, eu não lembro direito do que eu almocei ontem, quiçá...

Dentre quem pensou em fazer registros, pode ser que alguns optem por deixá-los nas redes sociais; outros, em diários, cadernos, scrapbooks físicos. Eu preferi pelo blog porque lembrei que fiz desse bichinho o meu ambiente confortável e aconchegante, sem ligar pra números, likes ou atendimento de nichos. Apesar dos pesares, talvez esta seja uma boa hora para estar de volta pra esse meu aconchego...

Como estamos


Podemos começar recapitulando de onde deixei o barco: continuo estudando para concursos públicos, continuo consumindo anime e Boys Love, continuo com um convívio social limitado (por livre e espontânea vontade). Nesse meio tempo, pude encontrar uma forma de canalizar a minha criatividade na produção de um podcast e fiz alguns amigos virtuais nessa jornada. Ainda, comecei uma pós-graduação e estava correndo atrás de um processo seletivo para um estágio nessa formação. Aí, adivinha? Veio o corona.

Aliás, acho que ainda não falei desse podcast no blog, né? Então, ele se chama Not So Kawaii! A proposta é falarmos de vários temas que nos dão na telha, mas tentando quebrar estereótipos sobre o nosso recorte a cada episódio, já que minha amiga e eu somos mulheres de descendência japonesa. Apesar do repertório ainda pequeno, já percebemos que gostamos mais de falar sobre cultura pop, anime/mangá e comportamento. 

A princípio, estamos numa situação estável e pretendemos continuar com a produção do podcast neste período. A única diferença é que as gravações serão feitas com cada uma em sua casa. Nosso próximo episódio, inclusive, está entre os últimos que pudemos gravar juntas, no mesmo recinto. Felizmente, alguns serviços de gravação estão liberando recursos com maiores vantagens, como poder ter mais gente na mesma sala de gravação ou ainda ter maior limite de horas gravadas, tudo gratuitamente. Okay, okay: eu sei que a mão do mercado não é boazinha, mas não estou afim de questionar as poucas coisas que vêm pra bem...

Quanto à minha pós, as aulas começaram como pretendido, porém somente por meio virtual. Está sendo interessante, porque foca bastante na prática e as avaliações lembram muito a forma como são realizadas as provas discursivas nos concursos, então parece que estou lidando com dois problemas num só. O processo seletivo para estágio, contudo, está suspenso enquanto as coisas não melhorarem.

Bom, no mais, embora o cenário não seja dos melhores, estou conseguindo lidar bem com a ansiedade e a depressão por ter atividades nas quais posso me focar. Se bem que, algumas vezes, me pego lembrando deste tweet, haha:


No entanto, não é justo usar a minha régua privilegiada aqui pra julgar ninguém que sofra com isso, ainda mais nessa corda bamba de insegurança pela situação nos próximos meses. Desejo a todes muita luz e equilíbrio.

Pílulas aleatórias


▼ Se antes eu já recorria aos vídeos de ASMR para tentar desligar e relaxar, agora é um recurso primordial para conseguir dormir. Penso em fazer um post com alguns dos meus vídeos favoritos neste mês - sei lá, pode ajudar outra pessoa (que não sofra com misofonia), né.

ASMR Role Play Relaxation Session with an ASMR Artist 3, de MassageASMR

Inclusive, até devia ter previsto isso, mas fiquei surpresa quando vi alguns artistas de ASMR começaram a lançar roleplays baseados no coronavírus. Na verdade, tenho sentimentos mistos quanto a isso: dá pra julgar que a escolha do tema seja de mau gosto, ainda mais quando não tem valor educativo algum? Dá. Mas opa! Quem estava fazendo piadas com coronavírus até semana retrasada? Sim, aquela que vos escreve. Shhh.

▼ Até alguns dias atrás, fui chamada de paranoica aqui em casa: "tira o sapato", "limpa aí as maçanetas e os interruptores com álcool", "limpa a mesa; agora o balcão", "já passou álcool nas compras?"... Hoje, me dão razão e bolam estratégias pra sair e voltar do mercado.

▼ As manhãs e as noites em Curitiba têm sido mais frias e, estando em andares mais altos, dá para sentir correntes de ar mais intensas. Tenho tentado ser um pouco mais cuidadosa com essas friagens porque estou com um pigarro insistente preso na garganta. Não estou com tosse nem meu nariz está entupido, mas fico apreensiva se persistir e inflamar...

E o governo?


Nos últimos dias, tenho tentado deixar pra lá o celular e esperar até o começo da noite pra passar raiva me atualizar com as notícias. Hoje foi exceção e claramente o humor do resto do dia foi pro espaço, com razão. Este foi o dia daquela Medida Provisória em que, dentre outras ações, estava prevista, na prática, a possibilidade do trabalhador receber soma pífia ou simplesmente nem receber salário por quatro meses, apenas para manter seu emprego.
Fica aqui a ressalva de que foi prevista uma "ajuda do governo", mas justamente o que deveria apaziguar os ânimos gera desespero por não ter sido detalhado nesse dispositivo. À tarde, foi revogado o artigo em questão e prometida uma segunda MP que, com alguma esperança, venha a tratar da tutela do trabalhador neste cenário caótico.

▼ ▼ ▼

Enfim, é isso. Talvez relatos não tão divertidos comecem a surgir por aqui com alguma frequência, mas espero que não aborreça ninguém. Pensando agora nestas últimas linhas, talvez esta também seja mais uma forma de continuar próxima dos meus amigos.

Lave bem as mãos, limpe as superfícies e fique em casa (se puder)!
Assim, poderemos tirar o atraso de todos os abraços quentinhos muito em breve...

 Em caso de saudade desta voz de matraca, confira meu podcast!

23.3.20

QuaranTalks #001 - Um começo


Nada acontece por acaso - é no que acredito. Em meio a um bloqueio criativo forte, resolvi abrir o editor de texto depois de vários blogs que acompanho trazerem uma mensagem uníssona, embora em posts de contextos diferentes: "seja mais light, não se cobre tanto nem espere muito, mas faça até se sentir satisfeito". Ok, aqui estou para falar de alguma coisa, qualquer coisa que seja. Vamos falar de um dos meus poucos hobbies: anime, né? Haha! 😂

Não costumo ver todos os animes de cada temporada, apenas aqueles que me despertam a curiosidade - por isso, já lamento caso você tenha perdido a viagem por não encontrar um título específico. Esta temporada foi meio atípica para mim, porque peguei mais de cinco animes para acompanhar. Como não tive com quem conversar a respeito, vamos desenrolar esse monte de caraminhola entalado e, com sorte, despertar a sua vontade de assistir também! ✨

Obs.: acho que consegui falar a respeito de cada um sem jogar spoilers, mas, caso você se sinta incomodado, poderia me dar um toque nos comentários, per favore? 😊

Card Captor Sakura: Clear Card


Agora com 14 anos, Sakura começa a frequentar o ensino intermediário (chuugakkou) junto de seus amigos e até de Syaoran, que volta à cidade de Tomoeda. Contudo, após ter um sonho com um indivíduo  misterioso de capa, todas as Cartas Sakura são apagadas e ficam sem poderes. Enquanto tenta descobrir o que aconteceu, Sakura adquire um novo báculo e captura novas cartas transparentes, as Cartas Clear.


Socorro que o retorno mais gostosinho dos últimos tempos acabou, own! 💙 Apesar disso, não tenho do que reclamar, pois a onda prazerosa de nostalgia me levou longe e pude aproveitar ao máximo o meu ship favorito de todos os tempos: cada momento de Sakura e Syaoran juntos - não só juntos, como em encontros, dando as mãos, abraçados, cês tão me entendendo?! - resultavam em gritos abafados da minha criança interior surtando fortemente. 😍


Na verdade, eu sabia que acabaria em mais ou menos tempo porque, desde o anúncio do anime, não foram publicados tantos capítulos do mangá, logo não havia muito conteúdo para trabalhar. Em compensação, a turma da produção do anime até que rebolou bem, produzindo fillers muito palatáveis que até flertaram com a nossa memória afetiva da série original.

A propósito, lá vai o choque de realidade: já fazem 18 anos desde que tivemos a oportunidade de acompanhar as aventuras da menina caçadora de cartas de Tomoeda na TV brasileira; por sua vez, o mangá tem 22 anos desde a sua primeira publicação no Japão! 😱 Pesou a idade aí? Aqui também, haha!

Nil Admirari no Tenbin


Chocada após testemunhar a tentativa de suicídio de seu irmão mais novo, Kuze Tsugumi começa a ver "auras" em determinados livros. Tomando ciência disso, a organização conhecida como Fukurou convida a jovem a fazer parte de seus trabalhos em busca de misteriosos livros amaldiçoados que induzem seus leitores a se matarem, tal qual seu irmão.


Esta é uma adaptação de otome game com o mesmo design de personagens de Diabolik Lovers. Não conhece? Nem se dê ao trabalho de procurar, eu resumo pra você: mocinha só é vista como fonte de comida e jogada de um lado para outro pela cambada de vampiro, em sua maioria, escrota. Apesar de ter esse ranço desgraçado por Diabolik Lovers, resolvi dar uma chance a Nil e devo admitir que não me arrependi: foi okay, um pouquinho acima da média até. ✨

Infelizmente, como é de praxe nesses plots, a protagonista não tem muito tempero nem profundidade, mas ao menos lhe deram uma origem e uma motivação pela qual se envolve com a organização onde estão os boys magia da história. Estes, por sua vez, buscam a fonte criminosa por trás da distribuição de livros amaldiçoados que carregam o rancor, remorso e desespero de seus autores e induzem seus leitores a se matarem.

Achei essa premissa muito bacana e o desenvolvimento da história até a solução de todos os mistérios foi bem satisfatória. No entanto, a incógnita, para mim, é outra: por que diabos todos esses boys tão maravilhosos acabam se apaixonando por essa mesma menina, gente? 🙄 Sério, a amiga dela toda pra frentex, jornalista, feminista e de vanguarda era muito mais interessante - poxa, eu realmente queria muito que tivessem a desenvolvido melhor, haha! 😂

3D Kanojo Real Girl


Tsutsui encaixa-se perfeitamente no estereótipo de otaku, vivendo absorto em games e animes, enquanto evita ao máximo as relações sociais. Punido, por um atraso, a limpar a piscina da escola, ele conhece Igarashi, uma garota bonita, mas meio displicente e com uma fama promíscua - tudo o que Tsutsui não gosta em garotas de verdade. Sua primeira impressão, no entanto, muda aos poucos até o ponto em que Igarashi lhe propõe em namoro.


A garota mais bonita da escola dá bola para o mais nerd - convenhamos, não é o plot mais original da vida, mas resolvi dar uma chance porque, diferentemente da maioria das obras com essa premissa, não se tratava de algo ecchi (ou seja, fanservice, apelo obsceno), mas sim de um romance colegial for real.

O crescimento do protagonista como pessoa é o prato principal da história, já que ele tem uma autoestima baixíssima, isolou-se por trás de seu hobby e tem grandes dificuldades para socializar. A percepção que tive na maioria dos episódios era de um certo vitimismo de Tsutsun, alimentado pela impressão de que os demais personagens, mesmo da própria namorada, só existem ali em prol de seu desenvolvimento.

Geralmente, eu até deixaria esse "recurso" (pobre) de narrativa passar em branco, visto que não seria - nem de longe - o seu primeiro uso num anime, mas não foi possível neste caso. Tsutsun tropeça na mesma pedra por várias vezes e torna-se irritante vê-lo preocupado com situações-problema parecidas, o que faz com que os personagens lhe deem praticamente os mesmos toques. Talvez isso possa ser fiel à realidade em muitos casos, mas a questão é que só temos tínhamos doze episódios para resolver o lance por aqui. 😣

Por fim, preciso mencionar a questão da animação: ô coisinha horrorosa, hein? 😞 Houve momentos em que fiquei mais preocupada com as presepadas do desenho do que com as falas... Agora que conseguiram uma segunda temporada para 2019, torço para que melhore! 🙏

Wotaku ni Koi wa Muzukashii


Em seu primeiro dia de trabalho numa nova empresa, Narumi está esperançosa para começar a escrever a sua história do zero. Contudo, o reencontro com Hirotaka, seu amigo de infância com quem tinha perdido contato desde o ensino médio, parece arruinar seus planos, já que ele sabe que Narumi é, assim como ele, uma otaku.
As preocupações logo se revelam à toa quando Narumi descobre que outros colegas de trabalho também têm esse tipo de hobby. Quanto a Hirotaka, após alguns encontros para beber, casualmente ele e Narumi começam a namorar; resta saber se essa relação, a despeito de seus hobbies, vai realmente vingar...


Outro romance com otaku na mesma temporada? Sim, mas este é o exemplo claro de que dá para explorar o tema de uma forma satisfatória e bem interessante! 💙

Saímos da atmosfera escolar e dos estereótipos de perdedor na vida para o ambiente adulto e corporativo: bem, ainda não dá para declarar abertamente que se é um otaku, mas dá para encontrar a sua "tribo" e investir o suado dinheirinho em seus hobbies, sem se sentir culpado por isso. Ainda, o portador do gosto por mangás, games, animes, dublagem e afins pode ser quem menos se espera, como o chefe do departamento ou a funcionária mais atraente do setor. Considerando esse contexto, a busca de um amor por um otaku parece incluir compreensão, tolerância e até, quem sabe, o compartilhamento de gostos parecidos.

Em Wotakoi, temos dois (ou até três) casais a cujos backgrounds somos apresentados em fragmentos de flashbacks espalhados pelos episódios. Em compensação, a interação dos casais no tempo presente é muito bem explorada de uma forma leve, divertida, mas também madura - ah, e sem nunca deixar seus hobbies de lado. Aliás, acho esse último ponto bacana, porque não apenas demonstra o quanto esse gosto significa na vida de cada personagem, como também que é possível ter um relacionamento saudável sem deixar de ser você mesmo. Simplesmente adorei e desejo mais! 😍

Kakuriyo no Yadomeshi


Desde pequena, a universitária Tsubaki Aoi tem a habilidade de ver e interagir com os ayakashi, entidades sobrenaturais típicas do folclore japonês. Um dia, Aoi conhece um oni (ogro) que a leva abruptamente para o plano onde os ayakashi vivem, o Kakuriyo.
Lá, Oodanna declara que Aoi havia sido-lhe prometida por seu avô numa dívida de jogo, não havendo outra alternativa para a garota, senão se casarem. Entretanto, Aoi nega-se veemente a aceitar esse destino e propõe-se a pagar a dívida de outra forma, o que a leva a preparar pratos deliciosos que conquistam o coração e o respeito de muitos ayakashi.


Ah, essa foi uma das mais agradáveis surpresas que tive nesta temporada: uma protagonista de espírito forte que, mesmo em meio a um ambiente hostil, tenta passar pelas adversidades com as habilidades que tem! 🤗 Com essa descrição, também vem a minha cabeça personagens como a Shirayuki (de "Akagami no Shirayuki-hime") e a Yona (de "Akatsuki no Yona") - ótimas obras também, recomendo -, mas o diferencial de Aoi aqui é ter a comida como seu maior trunfo. 🍽️

Pra mim, cozinhar é um ato de grande carinho, porque sempre se está pensando em quem vai comer, mesmo que essa pessoa seja "apenas" você mesma. Sendo gentil por natureza e guardando um grande respeito pela comida depois de um episódio traumático da infância, Aoi sempre tenta saber mais sobre os seus clientes, procura despertar memórias afetivas e aproveita ingredientes que estejam à mão ou sejam típicos da estação. Basta uma primeira garfada para todas essas considerações tornarem-se claras a todos os ayakashi que serve, conquistando sua confiança e admiração - inclusive do próprio Oodanna, que a adora, respeita e apoia por todos os seus méritos. ✨

Estou curiosa pelo que a segunda temporada reserva, já que a nova abertura mudou de tom, com uma música mais tensa e cenas que parecem se referir a todo um imbróglio relacionado ao passado de Aoi com Ginji, um ayakashi raposa muito querido que a ajuda desde o princípio da história. 🦊

Boku no Hero Academia Season 3


Depois de episódios em que a Liga de Vilões demonstrou avanços ousados, a escola de heróis UA resolve tomar providências para que seus alunos estejam minimamente em condições de enfrentar novas adversidades.
Para tanto, as turmas do primeiro ano participam de uma excursão de acampamento, mas Deku e seus amigos não poderiam imaginar como essa viagem seria o estopim para grandes mudanças no rumo da História...


Por mais que esteja acompanhando o mangá e, portanto, já saiba há tempos o que vai acontecer, eu juro que a minha pressão arterial ainda fica toda alterada assistindo a esse anime, haha! 😂 É que a animação é excelente, a dublagem é um primor e as músicas são muito bem colocadas - tudo isso me deixa emocionada, só pode ser, haha!

Como me comprometi a não dar spoilers - e muita coisa já acontece em pouquíssimos episódios -, vou aproveitar para falar algumas coisinhas relacionadas a HeroAca que têm me incomodado ultimamente: sei que tem gente que fala que esse é o "novo Naruto", mas particularmente eu acho injusta a comparação porque HeroAca é melhor são obras com diferentes ritmos e abordagens - até num viés mercantil das franquias.

Particularmente, a única vez que fiquei empolgada com Naruto assim foi assistindo ao primeiro episódio de Shippuden. Depois disso, por mais importantes que tenham sido algumas passagens e baixas, o desenvolvimento da história não compensava, com um ritmo muito arrastado e desestimulante - para não mencionar os inúmeros fillers. Em comparação, perdi as contas das risadas e do suador que HeroAca já me fez passar com uma quantidade bem inferior de episódios, em suma maioria fieis ao mangá... Well, meu blog, minhas preferências. 🤔

Bakugou Mitsuki diva, musa, rainha; o resto, nadinha

Por fim, queria fazer "menção honrosa" aos bebês chorões que não aguentam adversidade e acham-se no direito de enviar ameaças de morte ao autor de uma história que dizem ser fãs. Para quem não sabe, o autor de HeroAca foi ameaçado de morte por alguns supostos "fãs" em função do mais recente arco no mangá, no qual tem abordado a família Todoroki. #PLUSULTRAforHorikoshi

Eu enfatizo as aspas quantas vezes forem necessárias porque não consigo conceber que gente que acompanha HeroAca tem a pachorra de fazer uma coisa dessas. Ou Star Wars. Ou Star Trek. Pois é, não é uma novidade no mundo dos quadrinhos ou do entretenimento em geral, tanto ocidental quanto oriental, né? Acho que apenas comprova que uma concepção de possessividade muito errada, distorcida e tóxica continua se perpetuando entre alguns ditos "fãs" dos mais diversos círculos. Parafraseando aqui, you give fandom a bad name. Revisem aí e melhorem, gente. 🤦

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Obrigada por ter me acompanhado até aqui! 🙇
Gostou de algum anime também? Então, vamos tricotar mais nos comentários! 💙

18.7.18

Comentando uns animes e tal: Primavera/2018

teto de estabelecimento com luminárias de papel - Cho Street Food

A comemoração do meu aniversário neste ano foi bem discreta, mas nem por isso menos gostosa: afinal, se não tem comida boa, não tem festa (taurinos, me add), né?! Levando meus pais debaixo do braço - estou tentando imaginar a cena, haha 😂 -, aproveitei a oportunidade para conhecer um novo espaço de inspiração asiática aqui em Curitiba: o CHō Street Food! ✨

decoração asiática com reflexo de luminárias de papel - Cho Street Food

luminárias vermelhas de papel japonesas - Cho Street Food

O CHō (que se pronuncia como "tchô") foi inaugurado em março deste ano e se juntou aos vários barzinhos do Shopping Hauer, espaço que, aos poucos, tornou-se um grande polo gastronômico da cidade. Segundo o que li, a decoração foi toda pensada para remeter ao ambiente de barzinhos e tendas de comida de rua típicos do Japão, China, Tailândia e Coreia, sem abrir mão de uma atmosfera jovem e descontraída. 🕺

tábuas suspensas com cardápio do estabelecimento - Cho Street Food

ambiente interno do estabelecimento - Cho Street Food

Quando entramos, foi difícil parar o olhar num ponto só, pois tinha muitas coisas legais em volta: os painéis suspensos sobre o caixa, contendo praticamente todo o cardápio; as paredes desenhadas com referências a elementos da cultura japonesa; as tábuas personalizadas das mesas; os desníveis curiosos da arquibancada; as tantas lanternas de papel que iluminavam o local de forma aconchegante... Até mesmo a música-ambiente nos ajudava a imergir numa viela pelas ruas de Tokyo, vez que o repertório era pop japonês (e, com isso, já me conquistou, haha 💘).

ambiente interno do estabelecimento - Cho Street Food

divisor de tecido (noren) vermelho na entrada - Cho Street Food

Não espere encontrar lamen ou sushi fatiadinho, pois a vibe é outra por lá: mais próximo dos izakayas, as porções ou unidades são generosas e feitas para pegar com a mão. ✌️ É difícil eleger qual é o prato-chefe da casa, mas o título deve se dividir entre os baos (sanduíches feitos com pão chinês cozido a vapor - conhecido como nikuman, em japonês), as robatas (espetinhos grelhados de carne ou legumes) e os sushi bombs (um senhor "burrito" de makizushi).

Nessa visita para sair da virgindade (haha), prestigiamos o bao de costela, os dedos de porco e os croquetes de camarão. Tudo estava uma delícia: empanados crocantes, tudo quentinho, suculento e muito bem temperado! 😋 Para beber, tomamos um drink muito gostoso que estava estreando no cardápio, feito de sidra, gin e maçã. 💙

porções de croquete de salmão, dedo de porco e bao de costela - Cho Street Food

Aliás, as bebidas são outro mega atrativo do CHō: além dos drinks, eles servem a "gengibera", a cerveja de gengibre, e também o tal do "sakebomb" - a brincadeira é colocar um shot de sakê em hashis deitados sobre um copo de cerveja pilsen e bater na mesa com a galera para o copinho cair e fazer o serviço da mistura para você! 🍻

dois drinks de gin, cidra e maçã - Cho Street Food

Não pudemos conferir todas as atrações do CHō nesta primeira visita, mas já recebi o convite para voltar mais vezes e estou muito ansiosa pela chance de experimentar todo o cardápio - e de tirar fotos melhores, que façam jus ao capricho e à gostosura dos pratos! Haja elástico na calça, haha! 😂

detalhe de parede desenhada do estabelecimento, com referências japonesas - Cho Street Food

adesivo personalizado com texto "nossas lixeiras adoram lixo - obrigado!" - Cho Street Food

estátua da cabeça do Ultraman - Cho Street Food

decoração japonesa com carpas estilizadas penduradas (tsurushi kazari) - Cho Street Food

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CHō Street Food
Rua Comendador Araújo, nº 891 (Shopping Hauer) - loja 6 - Batel
Tel: (41) 3149-0739

▼▼▼

Obrigada por me acompanhar em mais este rolê de Curitiba! 🙇

O que achou? Gostaria de ver algum lugar em especial?
Por favor, deixe seu recadinho nos comentários! 🤗

8.6.18

CHō Street Food: uma viela asiática em Curitiba


Candy Milk

Lançamento: 28.12.2016
Elenco: Satou Takuya×Nojima Hirofumi; Okitsu Kazuyuki×Murase Ayumu
Download: 801BLCD

Resumo


"Candy Milk" é um título que se divide em duas histórias - Candy e Milk -, cada qual abordando um casal diferente. Além dos dois semes serem irmãos, o que liga esses dois núcleos é a prática de BDSM (acrônimo para "Boundage, Disciplina, Dominação, Submissão, Sadismo e Masoquismo"), sendo esse o prato principal da novel assinada por Hichiwa Yuka.

Candy


Em Candy, o designer de interiores Kashima Takumi (CV: Nojima Hirofumi), conhecido por sua persuasão e seu profissionalismo, tem seu maior segredo descoberto pelo orgulhoso, mas talentoso designer de móveis Uesugi Kishou (CV: Satou Takuya), com o qual mantém uma parceria de sucesso nas decorações de grandes empreendimentos, como hotéis e restaurantes.

Em mais um dia de negociações, Uesugi oferece abrigo a Kashima, que chega a sua casa molhado pela chuva. Contudo, durante a troca de roupa, o designer de móveis flagra Kashima vestindo uma camisa furada propositalmente na região dos mamilos. Pronto, todos os esforços para esconder suas tendências masoquistas foram por água abaixo - pelo menos, foi o que pensou até chegar a vez de Uesugi lhe revelar o seu segredo: as suas inclinações sádicas.

Embora pareça ser a união perfeita de interesses, Kashima ainda está muito confuso com o prazer que sente toda vez que é submetido à "disciplina" de Uesugi, bem como com o que sente de fato pelo parceiro de negócios. Sua única certeza é de que os beijos de Uesugi têm o mesmo gosto daqueles doces (por isso, candy) que costuma comer... 🍬

Milk


Em mais um dia normal na sala de aula, o jovem colegial Kurumi Atsumu (CV: Murase Ayumu) percebe que um celular deixado sobre a mesa do professor acabou de receber uma mensagem de texto e é seu remetente que dá nome a esta história. 📱 No SMS, o escravo masoquista Milk narra em detalhes quentes como cumpriu direitinho as ordens daquele a quem se refere como seu mestre.

Depois do que leu, ficou difícil para Atsumu concentrar-se nas aulas de reforço dadas pelo proprietário do celular, seu professor de matemática Uesugi (CV: Okitsu Kazuyuki). Ao abordar o suposto mestre de Milk, contudo, não apenas ele admite a relação com o remetente, mas também seu gosto pelo sadomasoquismo.

Atsumu presume que a prática é sinônimo de perversão, mas Uesugi logo trata de demonstrar em primeira mão o que um pouco de disciplina e submissão poderia despertar no garoto. Apesar de estar confuso com tudo o que aconteceu, Atsumu insiste em ir atrás do professor e não perder quem já considera como seu novo mestre para aquele tal de Milk...

Curiosidade: ao contrário do que possa parecer, o casal que está na capa do Drama CD é de Milk! 😉

Minha Opinião


Antes de tudo, eu só queria deixar registrado que, com este post, estou atendendo ao primeiro pedido de resenha de BL Drama CD aqui no blog! Ocorreram alguns problemas para cumprir o prazo que tinha dado para publicar, mas está aqui finalmente! Muito obrigada pela oportunidade, Shizou 💙

Bom, até tinha adiantado esse fato para a Shizou, mas particularmente não me agradam muito histórias com temática BDSM, então era possível que a minha avaliação ficasse um pouco depreciativa. 😓 Desde que comecei a pesquisar mangás yaoi, sempre acabo esbarrando em muitos títulos com esse tema. É apenas uma suposição, mas acredito que o retrato recorrente dessa prática seja uma espécie de "tradução" dos desejos de grande parte do público feminino japonês: talvez não se anseie exatamente por uma relação de submissão, mas sim por ser desejada ao ponto de ser monopolizada pelo parceiro, que, por sua vez, poderia ter um perfil mais "carnívoro". 🐺

Em meio a essas fantasias, é possível que muitos títulos cometam "deslizes", não se respeitando um conceito muito básico dentro do BDSM real oficial: o consentimento. Pode até não parecer, mas os parceiros nessa prática precisam estar muito conscientes de seus papeis e ter muito respeito um pelo outro, o que se demonstra quando, mesmo performando um ato que leva aos limites, atende-se ao sinal previamente combinado para parar. A regra é clara: pediu para parar de verdade, mas não parou - é estupro. E o yaoi passa pano para estupro demais, demais... 😔

Bom, dito isso, onde se encaixaria Candy Milk? Para começar, tanto os pretextos, quanto os desenvolvimentos das histórias são bem superficiais - todo o episódio que virou gatilho para o relacionamento em Candy, por exemplo, foi meramente narrado pelo uke em apenas um minuto da primeira faixa (!). Com isso, dá para presumir a que esse título veio: puro fanservice.

Todos esses anos nessa indústria vital e não tenho vergonha de dizer que fico no limbo legal ao tentar entender um relacionamento BDSM em títulos yaoi, principalmente quando se retrata que o passivo se rende a um prazer até então desconhecido, um "universo novo de prazeres" apresentado pelo ativo. Ao termos acesso ao pensamento do uke, ele fica naquele limiar entre "isso é errado" e "não consigo resistir". 🤔

Nesses momentos, eu paro a leitura e fico meio pistola, perguntando: "tá bom, meu querido, mas você quer ou não? Esse cara que você mal conhece tirou toda a tua roupa, te prendeu ao pé da cama, usou vibrador, chicotinho, algema... E tá tudo certo? É isso mesmo, né, Brasil?" - esse é o caso de Candy.

Já no caso da história de Milk, nem pretendo me estender muito porque é mais curtinha - mas nem por isso estaria imune frente ao meu raio problematizador. ⚡ Um professor e um aluno, começamos daí, não é, pessoal? Pior: com o desenrolar do enredo, percebe-se que Uesugi já estava de olho nesse peixinho há um bom tempo. Não bastasse isso, me revoltou demais a falta de reação desse rapaz ao flagrar Atsumu numa situação pra lá de perigosa, tudo fruto da sua negligência com quem diz amar... Parabéns, levou o prêmio Subindo no Lustre de pior seme dos últimos tempos. 👏

Só o que salva mesmo é a dublagem, gente! 🙌 Todo o elenco realizou interpretações formidáveis e os moans de nossos ukes foram deliciosos... 😏 Infelizmente, porque acabei criando um ranço pelo tal Uesugi professor, não deu para aproveitar muito bem a voz aveludada de Okitsu Kazuyuki, mas Mister Satou Takuya salvou o time seme da obra, sendo carnívoro pra mais de metro!

Referências


Seme | Uesugi Kishou (CV: Satou Takuya)
Shiba Natsuo (Super Lovers 2), Caesar Zeppeli (JoJo's Bizarre Adventure), Kai Toshiki (Cardfight!! Vanguard);
Uke | Kashima Takumi (CV: Nojima Hirofumi)
Hattori Yujiro (Bakuman), Izuki Shun (Kuroko no Basket), Ike Hayato (Shakugan no Shana).

Seme | Uesugi (CV: Okitsu Kazuyuki)
Nagamasa Midori (Aoharu × Machinegun), Masaomi (Brothers Conflict), Hisui Nagare (K: Return of Kings);
Uke | Kurumi Atsumu (CV: Murase Ayumu)
Hinata Shouyou (Haikyuu!!), Allen Walker (D. Gray-Man Hallow), Asuka Ryo (Devilman Crybaby).

11.5.18

BLCD: Candy Milk

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